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quarta-feira, 2 de junho de 2010

[ORIGINAL]gotta be(OP)_ CAP 3- stop crying your heart out

Que as pessoas estavam enlouquecendo ultimamente eu já sabia, agora, que aquela nojenta, previsível e fútil da minha sala iria me perseguir até minha casa, ah! Essa era nova pra mim...
Dei uma olhada ao redor e a casa estava vazia, mas ainda podia ouvir alguns gritos vindos da parte de trás, acompanhados de algumas risadas... Deveria ser minha mãe correndo atrás do meu primo; aliás, que horas meu tio viria buscar aquela peste? Ah, mas alguém me daria um novo CD, toda vez que o Alexander vem aqui em casa ele quebra alguma coisa, e agora meu CD favorito, não era justo! Mas voltando à ruiva que estava parada na minha frente, me encarando, com aquele sorriso torto. Ela invade minha casa e tudo que tem a dizer é “Oi, Joanne”? Odiei aquela arrogância na voz dela. E também, o que minha mãe tinha na cabeça para deixar ela entrar? Bah, estou rodeada de malucas.
-Então, você já pesquisou alguma coisa? –ela perguntou, ainda com aquela cara “inocente”.Ah, de inocente ela não tinha nada.
-Pesquisar? Sobre...? –eu continuei, não que eu quisesse conversar com ela, mas se a conversa acabasse logo, talvez ela fosse embora de uma vez –E outra, como você achou minha casa? –eu já sabia a resposta, só queria  mesmo saber que cara ela iria fazer ao responder minha pergunta.
-O trabalho de Literatura. Você não começou, não é? Isso significa que temos muito trabalho então...-ela soltou um suspiro desanimado, típico de pessoas preguiçosas. Há, ela pretendia mesmo fazer o trabalho comigo? Nem sonhando, não gosto dela, para mim é impossível conviver com alguém como ela, nós não temos nada em comum.
-Não vou fazer o trabalho com você –soltei logo, antes que ela se empolgasse e entendesse tudo errado. Acho que a expressão que eu fiz deve ter sido um pouco assustadora, mas essa não foi a intenção, eu só queria mesmo que ela fosse embora logo, assim eu poderia gritar com Alexander o quanto eu quisesse.

-Você não tem grupo, e o professor já falou que não aceitará trabalhos individuais; e todos da sala já têm seus grupos. Sua escolha: faz comigo ou fica sem nota –ela disse, sem a mínima hesitação, e com toda a cara de pau do mundo. Ridícula! Ela pegou no meu ponto fraco. Eu a odiava agora mais que nunca, mas eu tinha consciência da situação: nenhum grupo se daria ao trabalho de me incluir no trabalho, e eu não estava a fim de ficar sem nota e levar um esporro do professor e da minha mãe; é eu ia ter de concordar com esse absurdo.
-Ah, esqueci de te avisar Joanne, sua amiga estava parada na porta, então eu pedi a ela que entrasse. Não consegui te chamar porque tive que correr atrás dessa delicinha aqui! –ela falou as últimas palavras com um tom mais infantil tornou a fazer cócegas no Alex. Bah, mãe, sua inconseqüente, onde no mundo você acharia que ela seria uma amiga minha? Olha bem para ela, olha bem o short de cintura alta, camisa branca de estampa, colete, touca, meia calça... Bah, essa garota não tinha nada, na-da a ver comigo.
-Depois traz chocolate pra gente –eu murmurei baixo, vencida. Odiava admitir derrota, mas essa ruiva tinha me vencido sem ao menos me dar direito de resposta. Subimos o segundo andar até a parte dos fundos, onde ficava o meu quarto. Minha toalha ainda estava jogada em cima da cama, eu não tive tempo de arrumá-la já que parti em busca àquela peste que se autodenomina meu primo. Peguei a droga da toalha e pendurei atrás da porta do banheiro; voltei para o quarto e aquela garota já estava com suas coisas espalhadas pelo meu chão, que saco. Passei direto pela cara concentrada dela e fui procurar um CD decente para servir de “fundo musicas ambiente” para minha péssima noite. Escolhi Franz Ferdinand, nada poderia me animar mais que Franz, e se o Kapranos não conseguisse, então nenhum outro conseguiria. Peguei o CD mais velho deles e botei “Michael” para tocar. Não sei porque, mas a ruiva deu um risinho assim que o instrumental começou. Talvez ela achasse minha música ridícula.
-O que foi, incomodada com a música? –alfinetei. Ela já invadiu minha casa, me chantageou –e me derrotou- e agora zombava da minha música? Eu estava quase preferindo ficar sem nota.
-Não, pelo contrário. Então, eu trouxe cartolina dessas 3 cores para o cartaz, qual você prefere? –ela continuou, ignorando completamente minhas insinuações. Tsc, irritante. Ficamos ali por horas, e eu tinha de admitir: nós éramos uma boa dupla, e tudo era simples mas estava ficando muito bom. Inconscientemente o clima se desfez, e quando dei por mim, estava completamente envolvida não só no trabalho, mas acho que um pouco com ela também; estava até rindo do jeito meio desajeitado dela. Depois de tanto nos esforçarmos, minha mãe trouxe refrigerante para as duas.
-Um brinde ao nosso trabalho decente –não pude deixar de falar. Ergui minha latinha e bati na dela, e rimos muito desse brinde besta. Quando reparei na música, estava tocando novamente a introdução de Michael, isso significa que demoramos um bom tempo para terminar. A ruiva estava com uma cara de êxtase comendo uma barra de chocolate que ela havia tirado da bolsa, e acho que ela reparou que eu estava prestando atenção naquela euforia no semblante dela.
-Ignore, é que eu gosto muito de chocolate, muito, muito, muito, eu gostaria de comer todos os dias, mas não posso porque chocolate me dá muita espinhas, e se eu ficar cheia de espinhas terei então que ouvir um sermão da Britt. Aliás, não faça mau juízo dela. Foi ela quem me mandou aqui sim, eu sei que você passou a noite inteira se perguntando isso, mas a idéia foi minha, eu apenas a incentivei a me mandar vir aqui, assim eu teria uma desculpa para te ver. Pode parecer idiota, mas passar a noite fazendo uma coisa tão simples quanto um trabalho com você, e agora comer chocolate, isso me faz feliz; eu fico feliz com coisas bobas –ela simplesmente jogou tudo isso assim, na minha cara. Eu não entendia como ela conseguia não só ser tão sincera com seus sentimentos, mas conseguir transformá-los em palavras e conseguir dizê-los a quem ela queria dizer. Para mim, isso era impressionante –e você ainda botou uma das minhas músicas preferidas para tocar. Se é coincidência, eu não sei, só sei que estou no ápice –ela continuou, jogando um sorriso e virando a cabeça para o teto, e eu pude ver que ela começava a balançar a cabeça, e então começou a cantar. Eu não pude evitar de começar a cantar junto, e então ela olhou pra mim, e começou a cantar para mim, seus olhos estavam fixos e pareciam maravilhados, ela estava quase chorando. Quando percebi, estava totalmente jogada à maré que ela me deixou, estava pulando junto com ela e fazendo meus costumeiros movimentos esquisitos, e nós duas parecíamos loucas. Nunca, nunca ninguém tinha conseguido me “desdobrar” assim tão fácil. Acho que ela era realmente diferente do que eu pensava.
Acabou a maluquice e ela foi embora, mas deixou todo o material na minha casa, assim como deixou toda minha cabeça perturbada, acho que fiquei a noite inteira, ou um bom pedaço dela, pensando como ela conseguira aquele feito. De qualquer maneira, não importava.
Eu odiava muito aula de matemática, tinha assistido apenas uma, e ainda assim era demais para mim; não assistiria essa de agora. Aliás, exatas não era comigo. Para falar a verdade, nada era comigo, odiava estudar, só estudava para as provas, e ainda assim só para tirar seis. Hoje mudei meu “itinerário”, os meninos não poderiam vir, então ao invés de ir para o jardim interno daquele Prédio abandonado, eu fui para o terraço; era um dia mais quente, então o tempo ali deveria estar uma delícia, e realmente estava. Fechei a porta atrás de mim silenciosamente e sentei encostada em uma mureta. Dava para ver que havia mais alguns matadores de aula ali em cima, eles pareciam fazer um piquenique, mas acho que nem me notariam, eu estava do outro lado e estava completamente quieta, parecia mais um fantasma. Abri minha mochila para pegar o ipod e reparei que os dois CDs ainda estavam lá. Culpa daquela ruiva –eu sempre a chamava de ruiva, e ela ficava irritada com isso- mas eu não pude deixar de soltar um risinho abafado ao lembrar-me dela. Fazia duas semanas desde aquela aparição esquisita em minha casa, e agora todos os dias ela vinha falar comigo. Claro, sempre naquele jeito ameaçadoramente arrasante, mas eu sabia que na verdade ela estava tentando ser fofa e legal comigo. Ela era muito esperta, não só roubou meu CD do Sex Pistols da minha casa naquele dia do trabalho sem eu perceber como me deu um CD do Red Hot Chili Peppers junto ao devolver meu Sex Pistols, acho que isso significa que eu tinha que ouvir o CD dela e então devolvê-lo. Se bem que eu já tinha aquele CD, e tinha que me lembrar de entregá-la, afinal eu tenho péssima memória com essas coisas, se a pessoa não me lembrar que eu tenho algo dela comigo, eu não vou lembrar-me de devolver. Não é intencional, eu simplesmente não lembro mesmo. Estava tão absorta em meus próprios pensamentos que não reparei no silêncio que tinha ficado e nas duas pessoas que se aproximavam de mim.
-Mas você é muito cara de pau mesmo, né? Ainda não reparou, que ninguém te quer aqui? –eu ouvi essa voz arrogante interrompendo meus pensamentos. Era aquela nojenta, a “chefe” da ruiva, e a seguidora mais puxa saco, uma morena, sabe-se lá o nome dessa aí. Então eram elas que estavam começando a montar aquele pequeno piquenique do outro lado. Que arrogantes! Eu nem estava atrapalhando, mas que saco. Peguei minha bolsa e comecei a levantar, mas levei um bico na canela da morena. –Senta aí –resmungou a branquela, a tal da Britt.
-Você acha mesmo que ela gosta de você? –ela começou. Acho que o que me restava era ouvir aquele sermão patético, fazer o quê –Quem você pensa que é, para roubar a minha melhor amiga? Para de tentar virar amiguinha dela, você nunca será uma de nós, e nunca roubará a Alice de mim. Então acorde para a vida e pare de fazer cena, senão eu acabo com você, mas é claro que isso você já sabe, não? –ela concluiu, com um sorrisinho torto e teoricamente amarelo, uma cara de deboche que me fez queimar de raiva. Eu, querer ser uma nojenta como ela? Ah, faça-me rir, nunca eu seria alguém assim, e eu sou pavio-curto, não levo desaforo para casa, eu não iria levar aquele.
-E você pensa que é quem? Não ache que todos querem essa vida falsa que você leva. Só, por favor, pare de falar da minha vida como se você soubesse algo dela; isso é a coisa que eu mais odeio, que falem de mim. Então, se você já acabou, eu vou embora, esse clima é demais para mim, pode continuar com seu piquenique –eu terminei, juntei minha bolsa e comecei a andar, ela ainda estava de costas, mas a seguidora morena me olhava atônita.
-Você sabe o que fazer –foi a única coisa que ela disse, e a morena avançou para cima de mim, enquanto a outra saía andando tranquilamente. Ah, por favor, parem de dramatizar, elas iriam fazer o quê, me matar? Elas não podem. Continuei a andar sem o menos medo, mas acho que isso só deixou a morena mais furiosa comigo. É, eu estava enganada, acho que eu iria morrer mesmo. A morena me jogou no chão, estava agora puxando meu cabelo, ia sussurrar algo no meu ouvido, acho. Ah, como aquilo doía, eu só queria que ela me largasse, mas ela estava com toda sua força no pé, que esmagava minha mão, e aquilo doía pra cacete.
-haha, sua vagabundinha, achou que eu não ia fazer nada, né? Enganou-se, que bonitinha. Ei, que palavras bonitas eram aquelas, ein? Onde estão suas palavras bonitas agora? Me diz. Ah, ficou irritadinha que nossa ruivinha não gosta de você para valer? E você achou que ela gostava mesmo? Nossa você é mesmo ingênua, né? –ela continuou, amassando meu braço com mais força, eu deixei um gritinho abafado sair, aquilo estava doendo muito mesmo, de onde veio essa força toda dessa magrela maldita? –você acha que alguém como ela vai gostar de uma piranha como você? Porque você sabe o que falam de você aqui, claro que sabe. Piranha, lésbica, viciada, burra, arrogante, será que é tudo verdade? –aquela vagabunda era insuportável, como eu queria socá-la.  Eu queria muito que ela me soltasse, eu bateria tanto nela. Meus braços estavam cada vez mais sendo esmagados; eu sei que ela não faria nada de extremo porque senão teriam provas contra ela, mas ela poderia me causar o tanto de dor que quisesse sem quebrar nada meu, e acho que ela tinha consciência disso, porque ela chutou minha barriga e voltou a esmagar meu braço com o pé; eu queria gritar, mas não daria o braço a torcer; eu fechei meus olhos, e tudo foi rápido: o vidro quebrando, um par de pés correndo, um tapa sendo desferido na cara da morena, meus braços, agora com marcar vermelhas, voltando ao normal, nenhuma mão no meu cabelo, aquele hálito azedo e arrogante tinha ido embora.  Abri meus olhos, e ela estava lá, aquela ruiva metida. Eu já estava achando que ela era parte do plano, sabe? Será que ela tinha vindo por mim, ou sabe-se lá o motivo dela, mas eu estava contente com a aparição dela
-acho que você estava se descrevendo. Desce agora, não quero mais você com ela, se alguém tem que ensinar  a hierarquia dessa escola, esse alguém sou eu, eu fiquei responsável por ela, se alguém tiver que bater nela, serei eu, não você –ela falou, séria, e a morena acatou a “ordem”, com um sorriso torto no rosto. Eu podia vê-la murmurar um “eu te falei” bem debochado enquanto saía do meu campo de visão.
Eu não podia acreditar que tudo que aquela vaca morena disse era verdade, que eu passei aquela noite acordada, que eu ri e cantei junto com essa idiota, que eu estava feliz quando ela apareceu. Mas quer saber, não sei por que achei que dessa vez seria diferente, não sei por que achei que eu poderia confiar mesmo naquelas palavras, era tudo mentira, afinal, ela era a vice da escola, era de se esperar que ela fosse falsa, cruel. Eu podia me fazer de forte, mas eu queria chorar, eu queria chorar muito; não consegui prender, e percebi que algumas lágrimas salgavam meu rosto. Eu não tinha força para levantar, eu não queria levantar. Eu merecia mesmo ser castigada por ser tão burra.
-Já deve ter passado tempo suficiente para simular uma briga entre nós duas. Desculpe Joanne, isso não vai mais acontecer. Pode ficar aqui o tempo que precisar para se acalmar, elas não vão subir de novo. E pode ficar com o CD, elas irão estranhar se nós nos falarmos novamente. Desculpa, desculpa mesmo por isso tudo. Eu queria mesmo que você me chamasse de amiga. –ela finalizou, eu podia ver que seus olhos eram sérios e tristes. Ela era sempre tão avoada e divertida, agora eu podia ver o que ela quis dizer. Eu não queria perder alguém assim. Ela me deu um abraço, como se aquilo fosse nossa despedida, mas que coisa dramática. Mesmo assim, o abraço dela era aconchegante, era como se ela realmente quisesse com todas as forças me abraçar, e era tudo que eu precisava naquele momento. Não palavras, mas gestos. Minhas lágrimas caíam como nunca, acho que eu estava molhando o cabelo dela e sujando sua blusa. Ela me deu um beijo na testa, demorado, me sussurrou mais um “desculpa”. Eu não queria que ela me largasse, mas ela já tinha se virado, ela já estava andando.
-Alice –eu consegui sussurrar; inconscientemente eu havia estendido minha mão e puxado sua blusa; não sei se isso a parou, ou se foi o fato de minha voz trêmula e soluçante tê-la chamado pelo nome –Se você é minha amiga... –eu continuei. Sou tão egoísta, acho -...então fique comigo.
A última coisa que eu pude ver foi ela dando um riso torto –eu estava esperando essa frase.
E eu me acabei em lágrimas, naqueles braços que me confortavam.

[ORIGINAL]gotta be(rascunho)_LOCAL/CULTURA

Dieu et mon droit- Deus e meu direito. expressão francesa criada pelo rei Henrique V, que foi rei da Inglaterra E França.
Hino- Usado desde 1740, autor desconhecido. Vale para todo o Reino Unido e hino Real da Noruega

God save our gracious Queen,
Long live our noble Queen,
God save the Queen:
Send her victorious,
Happy and glorious,
Long to reign over us:
God save the Queen.
Thy choicest gifts in store,
On her be pleased to pour;
Long may she reign:
May she defend our laws,
And ever give us cause
To sing with heart and voice (1)
God save the Queen. (2)
O Lord, our God, arise,
Scatter thine (or her) enemies,
And make them fall:
Confound their politics,
Frustrate their knavish tricks,
On thee our hopes we fix:
God save us all.
Not in this land alone,
But be God's mercies known,
From shore to shore!
Lord make the nations see,
That men should brothers be,
And form one family,
The wide world over.
From every latent foe,
From the assassins blow,
God save the Queen!
O'er her thine arm extend,
For Britain's sake defend,
Our mother, prince, and friend,
God save the Queen!
Lord grant that Marshal Wade
May by thy mighty aid
Victory bring.
May he sedition hush,
And like a torrent rush,
Rebellious Scots to crush.
God save the Queen!
 NOT USED ANYMORE


HINO NÃO OFICIAL
Land of Hope and Glory
Mother of the free
How shall we extol thee
Who are born of thee
Wider still and wider
Shall thy bounds be set
God who made thee mighty,
Make thee mightier yet!
God who made thee mighty,
Make thee mightier yet!

 Jogos da Commonwealth- Competição multi-nacional entre elite dos atletas da Commonwealth (54 países autônomos e dependentes da coroa http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_das_Nações#Membros ). São jogos Olímpicos e alguns tradicionais como lawn bowls(botar uma bola assimétrica pertinho da branca, aí vai tacando; comum do reino unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia; Rúgbi de sete(Europa e Oceania) e netball(tiop basquete, mais para mulheres e tal)



1.      Northumberland
2.      Tyne and Wear
3.      Durham 
4.      Cumbria 
5.      Lancashire 
6.      North Yorkshire 
7.      East Riding of Yorkshire 
8.      South Yorkshire
9.      West Yorkshire
11.   Merseyside
12.   Cheshire 
13.   Derbyshire 
14.   Nottinghamshire 
15.   Lincolnshire 
16.   Rutland
17.   Leicestershire 
18.   Staffordshire 
19.   Shropshire 
23.   Warwickshire
25.   Cambridgeshire 
26.   Norfolk
27.   Suffolk
28.   Essex 
30.   Bedfordshire 
31.   Buckinghamshire 
32.   Oxfordshire
33.   Gloucestershire 
34.   Bristol
35.   Somerset 
36.   Wiltshire 
37.   Berkshire
39.   Kent 
40.   East Sussex 
41.   West Sussex
42.   Surrey
43.   Hampshire 
45.   Dorset 
46.   Devon 
47.   Cornwall 




PONTO DE ENCONTRO:
•Baraka: bar/lanchonete na queen’s Road, umas 5 quadras gigantescas da Leeds Girls High School.
•The Groove Café: melhor pizza do mundo, e umas paradas meio indianas também. Não gostei muito do outside.
•The Original Oak:bom pra ir em dias de sol, passar a tarde toda. Lembrando que tem comediantes as terças –q.
•Oceana: boate NE, bagulho de showzinhos e tal; se você entrar até tal hora tu entra de graça! São várias salas, pra todos os gostos musicais,
•Halo: also a night club.
•Primrose Public House: musica ao vivo. Parece uma casa em reforma (?)
•The Subculture: musica ao vivo, bagulho mais punk, emo, rock e tal.
• Rios Leeds: musica ao vivo, mais rock.


ESCOLA: Leeds Grammar School. Grande, toda de tijolinho vermelho :3 , em West Yorkshire.  << LOGO DA ESCOLA. Tem um prédio fora de uso, olha que Mara! Matarão aula lá, fact.  É uma escola com alunos notáveis. Tem um bagulho meio hogwarts, são quatro casas: Andrew, David, George e Patrick. Tem um campeonato entre as casas, bagulho de esporte e artes. O principla é o  House Music Competition do segundo semestre. Uniforme:Senior(até 2° ano): paletó pretom, saia prega xadrez com amarelo meio velho, camisa branca, meia calça. sixth form(último ano):paletó, camisa branca, saia prega, meia calça, tudo preto. Dos meninos o paletó é azul com listras horizontais brancas. Antigamente chamada de  Leeds Girls High School,Tem meninos também, porque se fundiu sla com quem e agr é o povão todo, ê. ELES DORMEN LÁ, MANOLO, QUE LECAAAAL.

[ORIGINAL]gotta be(OP)_ CAP 2- wonder what she's doing when i'm singing myself to sleep

Não adiantava. Nada chamava a atenção dela, isso chegava a ser irritante. Muito irritante. O problema é que ela nunca estava lá. Se você quer saber onde é lá... Bom, “lá” é todo e qualquer lugar desta maldita escola. Eu não sei como ela conseguia a proeza de escapar de todos os monitores, professores, funcionários e alunos fofoqueiros, o fato é que ela raramente aparecia. Às vezes eu tinha um pequeno vislumbre durante o almoço, mas era coisa de pouquíssimo tempo: era só eu piscar e pronto, ela já tinha ido; tinha utilizado sua técnica de tele transporte que ela um dia me ensinaria, espero eu. No começo, isso me era até curioso, e eu ficava tentando segui-la com os olhos, até que me dei conta de que eu não tinha capacidade para isso, e então reparei que eu não tinha capacidade para muitas coisas quando se tratava dela. Na minha cabeça paranóica, eu vivia fazendo essas experiências de sinais, mas sinais em forma de metáforas; exemplo: eu não conseguia segui-la com os olhos, mas isso porque eu nunca conseguiria me equiparar a alguém como ela. E então minha mente autista começava a confabular histórias absurdas. Por que ela? Logo ela? Eu podia jurar que não, mas até que havia sim pessoas interessantes naquela escola; acho que eu era quem me sobreestimando mesmo. O que eu quis dizer é que dentre todas essas centenas de pessoas, porque eu me “encantei” logo por ela? Ela é tão difícil de lidar. Tem opinião forte e presente, e também parece bem inteligente, ou pelo menos curiosa, já que comenta sobre várias notícias e teorias na aula que eu jamais imaginaria ou pensaria em procurar na minha vida. Mas aí que estava sua contradição: se por um lado ela era um pouco participativa, tudo que ela trocava com as pessoas à sua volta era nada mais que três ou quatro frases. Não que ela não tentasse (se bem que ela também não se esforçava para ser notada), é que todos a tratavam como invisível; não a ignoravam, respondiam sempre que ela perguntava algo para eles, eles simplesmente já tinham seus grupos formados, e fazer com que alguém desconhecido fizesse parte de seus grupos era muito trabalhoso: ela ficaria perdida em conversas internas, os outros não teriam tanta confiança para lhe contar os segredos, e ela também não parecia muito aberta a amizades. Como eu disse, ela simplesmente não se incomoda de ser um tanto invisível. Ela simplesmente põe um dos fones discretamente no ouvido e fica ali, ora fazendo anotações sobre a matéria no canto das folhas (ela revirava o caderno todo. Às vezes este ficava de cabeça para baixo), ora batucando com os dedos na perna, e estava sempre cantando as músicas silenciosamente: seus lábios se mexiam e faziam expressões, acompanhando às vezes uma mordida na boca ou um beijo que ela mandava a pessoas invisíveis; talvez seu público futuro, ela tinha mesmo cara de música. E então tocava o sinal, mas ela, que já havia guardado o material, se infiltrava naquela multidão desesperada por alguma agitação e pronto; como eu disse, ela simplesmente sumia. E ninguém sabia quando ela apareceria novamente; acho que ela vinha somente às aulas que gostava, ou algo do tipo, eu imagino. Nessas últimas duas semanas, desde a primeira vez que a vi, eu estava sempre procurando por ela.
Hoje ela compareceu somente à aula de Literatura, e do resto do dia, não se sabe. A única coisa que sei de mim é que estava pronta para desistir. Se ela era uma pessoa com hábitos fantasmáticos a culpa não era minha. Por falar em hábitos, Sarah andava mais chata que nunca. Aparentemente John saiu com uma prima. Não de sair “sair”, como um encontro, ele apenas recepcionou a prima que estava de visita e não conhecia a cidade, então ele a chamou para fazer um pequeno “tour”, uma desculpa para não ter que ficar em casa ouvindo questões como “nossa, você cresceu, ein!”, e essa vontade valia para os dois. O problema é que a garota era excepcionalmente linda. Essa prima eu conheço de nome, é a prima que John sempre se orgulha, a prima modelo, e ele sempre nos obriga a comprar todas as revistas em que ela sai, não importando o quão inútil seja a revista. Sarah só ficou mesmo zangada quando recebeu uma mensagem no celular de uma novata, com o “não-sei-o-nome” de um site famoso onde tinha uma foto deles dois juntos e conversando numa mesa bem afastada lá no Baraka, um dos pontos de encontro mais lotados, a umas cinco quadras daqui, na Queen’s Road. Ela me mostrou a foto, não tinha nada de mais, ela só ficou enfurecida porque era o namorado dela saindo sem o consentimento dela com uma famosa. Ainda não cheguei a conclusão se o que a mais chateou foi ele ter ido ao Baraka com uma garota, ou se é pela garota ser famosa e ele não ter a apresentado à namorada. Bom, Sarah gosta de famosos, e gosta de fofoca. É, acho que todos já repararam a minha pequena antipatia com Sarah, é que eu simplesmente detesto pessoas que idolatram tanto toda e qualquer celebridade, ainda mais se acham aquelas perdedoras toscas (que fazem alguma coisa ridícula no Youtube e tem aquela “tão sonhada” fama de 15 minutos) maravilhosas. Por favor, tenham tendência. Acho que talento hoje está bem difícil de achar, mas essa discussão não vem ao caso. Sei que os gritos constantes de Sarah com John, John com Sarah, Amy com Sarah, Sarah com Katie (que está levando a culpa do insulto), Katie com Sarah e Amy, Daniel com todas as 3, John com Daniel (John diz que o único que pode maltratar Sarah é ele. Percebam o “amor”), Britt com todos eles... Era tudo muito estressante e eu precisava urgentemente de uma folga, por pouco que esta pudesse ser; então ao som do sinal alto e agudo, eu saí na frente de todos numa velocidade razoavelmente rápida para evitar que me chamassem e eu fosse obrigada a responder; fui sendo empurrada pela multidão enfurecida e raivosa que não suportava mais uma aula sequer e que tinham os sonhos obscuros e secretos de, um dia, explodir a escola inteira.
A “boiada” me deixou livre no meio do Hall que ia em direção ao pátio principal se você seguisse em frente e te levava ao Jardim se você talvez resolvesse seguir o caminho pela direita. O que todos esquecíamos era das janelas gigantescas que levavam ao pátio interno daquela área leste, onde ficava um prédio que deveria servir de acomodação aos juniores, mas o prédio nunca foi concluído de fato, e agora estava abandonado. O que eu nunca tinha reparado, e aposto que nenhuma daqueles adolescentes e crianças velozes e famintos que passavam por mim e esbarravam loucamente na minha mochila, a qual eu acabei de largar no chão e, de acordo com minhas experiências, deveria estar bem longe de mim nesse momento, talvez em alguma parte do pátio interno, sendo chutada e esmurrada por pés cegos. Talvez alguém até tenha caído ao tropeçar nela. Mas aquilo não era importante, e eu não pude deixar de perceber que um sorriso meio encabulado, feliz e excitado tinha surgido em meu rosto. Eu havia achado o tão secreto esconderijo dela. Como ela reparou nesse lugar, eu não sei, mas queria muito descobrir. O que eu não daria para conseguir, por um dia, ver o mundo pelos olhos castanhos dela... eu acredito que cada um vê o mundo à sua maneira e sempre tive a curiosidade de saber o quanto cada visão difere... será que elas tinham cores diferentes? Formas? Será que os cheiros eram diferentes também? Eu sentia uma vontade louca de descobrir aquilo, embora esteja ciente de que isto é humanamente impossível. E cada vez que eu descobria alguma curiosidade sobre ela, mas a minha curiosidade sobre essas visões se fundiam à minha vontade de saber cada centímetro da personalidade daquela pessoa.
Eu demorei alguns minutos para reparar que ela não estava só.  Ela estava rodeada de, deixe-me ver... Quatro garotos, se bem que um deles parecia uma mulher, então não pude concluir nada. Todos os quatro acompanhantes eram tão curiosos quanto ela, mas nenhum emanava aquele mesmo “brilho”. Eles tinham um violão aparentemente feito por um deles, e isso era bastante impressionante. Eles estavam cantando entusiasmados, batiam palmas e riam á toa. Eu nunca havia visto o sorriso dela, e ele era lindo. Talvez eu só achasse lindo porque eu estava meio deslumbrada com ela, porque para ser sincera, o sorriso era normal. Eu estava começando a me desligar do ambiente barulhento à minha volta, e pude ouvir quando eles pararam de tocar e batiam palmas em conjunto, menos ela, que parecia envergonhada e hesitante.  Passado alguns segundos eu percebi que eles estavam pedindo à ela que cantasse, eles pareciam muito animados com a idéia, e ela aparentemente negava, mas eu não conseguia ouvir o motivo. Eu fui sendo levada para mais perto deles; minhas pernas estavam pulando a pequena mureta da janela aberta e meus pés agora pisavam na grama um pouco alta e molhada, e eu ia me aproximando instintivamente. De repente, uma surpresa: eles voltaram a tocar o violão, e eu podia ver a boca dela se mexendo. Ela estava meio tímida e tendo pequenos ataques de riso, mas aos poucos foi se empolgando, e cantava com uma expressão hilariante, agora muito mais confiante; até arriscava fazer uma das muitas “caretas” que eu presenciava durante as aulas que ela ia. Eu fui chegando mais e mais perto, eu podia ouvir a voz dela. Não era uma voz excepcionalmente boa, mas era cativante, e os gestos dela faziam a voz mais aconchegante ainda. Eu queria poder cantar com ela.
-EEEEEEEEEEEEI, ALICE, O QUÊ VOCÊ TÁ FAZENDO AÍ, EIN? –eu ouvi um grito longe, muito longe. Alarmada, olhei para trás: era Katie na janela que eu fiz de porta para ir até o prédio abandonado. Olhei desta vez para frente, com medo de ter sido descoberta pelo grupo alternativo quase à minha frente. Aparentemente minha presença não foi delatada pelo grito ensurdecedor de minha querida amiga. Voltei então quase que correndo para a janela e entrei novamente no Hall, onde todos já estavam à minhas espera, e acho que já tinham parado com os escândalos da manhã.
-Então, eu estava pensando naquela conversa mais cedo. Acho que você tem uma missão, ein?- Britt começou a falar, antes mesmo de me cumprimentar, e sua fala foi seguida pelos sussurros baixos dos outros. Eles poderiam até fazer piadinha comigo, mas mal sabiam eles que eu iria adorar cumprir essa missão.
-Bah, que frio-eu reclamava enquanto arrumava meu cachecol ao redor do pescoço. Eram cinco da tarde, mas já estava bem mais escuro –e frio- que de costume. Droga, eu pensei que ela ficasse em casa durante o fim de semana. Pelo menos ela mora um pouco perto da minha casa, e isso já adianta bastante. Continuei andando pela rua até parar em frente à uma casa toda dos típicos “tijolinhos” avermelhados britânicos. A casa de dois andares tinha um jardim meio confuso na frente e uma garagem que ficava nos fundos. 34 Fearnville Terrace, eu tinha chegado. Ao contrário do que eu pensei, a casa estava toda iluminada, e tinha uma criança sorridente na janela, e então a cara dela ficou triste, e ela começou a berrar, pois uma mulher morena a pegou nos braços, e acho que agora estava dando um sermão por ficar brincando na janela, afinal, ela quase caiu. Demorou um tempo até que a mulher me notasse ali, e assim que o fez, foi abrir a porta da casa para mim, com uma cara confusa e curiosa. A criança então fugiu de seus braços e correu garagem adentro. Não sei como ela tinha a coragem de correr para aquele lugar escuro; aquela criança tinha meu respeito. A mulher, confusa, agitada e irritada pediu que eu entrasse, e não me deu nem tempo para responder, pois partiu em busca à endiabrada criança sorridente que agora adentrava aquela garagem um tanto sinistra. Pelo cheiro, ela estava fazendo a janta –isso explica o avental florido e com alguns pedaços queimados que ela vestia. O cheiro me era familiar, mas eu não conseguia saber o que era, e parecia gostoso. Há tempos que não como algo tão bom. É; mães cozinham muito bem; melhor do que elas, só as avós. Mas chega de teorias. A casa era extremamente comum, não havia nada de mais, mas ainda assim aquele ar aconchegante era delicioso; mesmo sendo uma casa de estranhos, eu me sentia muito confortável, era quase como mágica. Decidi que era melhor eu me sentar, senão a morena acharia que eu estava bisbilhotando, e eu me sentiria muito desconfortável, ainda mais se eu estivesse na casa errada.
-JENNY, VEM AQUI! EU NÃO ACREDITO, ELA PEGOU MEU CD, MEU CD, EU NÃO ACREDITO NISSO, VOCÊS VÃO TER QUE ME DAR OUTRO, NÃO ACREDITO QUE ESSA CRIANÇA PEGOU MEU CD. CADÊ VOCÊ JENNY? –eu ouvi o grito furioso acompanhado de um passo corrido e pesado na escada, e agora vinha pelo corredor. Eu conhecia aquela voz. Não conhecia aquele tom, e esperava não ouvi-lo nunca mais, sinceramente, mas saber que eu estava na casa certa fazia meus joelhos tremerem, minhas mãos estavam frias, eu começava a rir de nervoso. E aí a figura dela surgiu no corredor, com uma cara de puro ódio, mas que se dissolveu em um segundo e virou um olhar investigativo no momento em que seus olhos cruzaram os meus.
-Oi , Joanne –foi tudo que minha voz trêmula conseguiu dizer.